
O Instituto Paulo Brito foi instituído, sem fins lucrativos, com a missão de atender as questões referentes ao cérebro. No caso concreto, trata-se de uma ação de mobilização, diagnóstico e intervenção multidisciplinar em relação a adultos acometidos de Síndrome de DOWN e Demência do Tipo Alzheimer (DTA) que sem uma abordagem correta, serão potenciais candidatos ao abandono da família em abrigos e a morte precoce.
A opção pelo público alvo (adultos) se deve à possibilidade de resultados favoráveis e positivos, a curto e médio prazo que possibilitarão reverter os índices de abandono e institucionalização do idoso, favorecendo a convivência familiar e comunitária.
Considerou-se o marco legal vigente, a Constituição Federal, o Estatuto do Idoso e o da Pessoa Portadora de Deficiência, que prevêem ações em todos os níveis para a garantia dos direitos daquela população. Assim, tendo-se como referencial o direito à vida, fazendo-se um recorte nos indicadores sociais, sabendo-se inclusive que a educação é o único caminho para as mudanças pessoais e sociais, o Instituto Paulo Brito propõe a presente intervenção preventiva que passa pela capacitação de quadros da saúde, da educação e dos grupos familiares para entender o que vem a ser Síndrome de DOWN e DTA e as possibilidades do seu enfrentamento.
A escolha desses atores sociais, leva em conta os dados que dispomos sobre a situação dos idosos:
A população idosa cresce a uma taxa anual de 6%, enquanto a população total cresce a 1.6%. Atualmente, os idosos representam 7,8% da população brasileira e as projeções indicam que em 2020 serão 27 milhões de pessoas. Grande parte desta população já vive em instituições públicas e privadas e dia-a-dia assistimos a denúncias de violações de direitos e maus tratos a que são submetidos. A crise do envelhecimento da população e a ausência de políticas públicas de inclusão já fazem parte da agenda mundial. Neste sentido, a ONU manifestou-se através da Resolução 45/91 estabelecendo 2010 como marco para implementação de uma sociedade inclusiva na terra, definida pelo princípio “ Todas as pessoas têm o mesmo valor”. Este é o marco ético/legal de um novo paradigma: inclusão social para aqueles excluídos pelas diferenças que apresentam.